Pular para o conteúdo principal

Fernanda Young



O livro de Fernanda Young apresenta um enredo interessante e que prende a atenção do leitor. Uma mulher descobre a traição do namorado e como vingança o amarra em uma cama e resolver "cortar o mal pela raiz". Mas antes disso, explica passo a passo os motivos de tal ação. A prosa de Young é conhecida pela objetividade e um humor que beira ao sarcasmo. Em vários momentos, a autora brinda o leitor com imagens interessantes. Mas no decorrer da leitura, a trama estaciona perdendo sua força inicial. O final chega a ser primário diante de todas as outras situações narrativas. **
Trecho: "Toda mulher quer se vingar dos homens. e você não ´exceção. Pois nem há necessidade de existir um motivo específico em seu passado; a vingança será justa pelo simples fato de eles serem homens e você mulher. São milhares de anos de razões acumuladas, séculos e séculos de repressão sob a ditadura do falo. Algumas mulheres surtam, não aguentando mais".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Memórias de um senhor em busca do amor

Em seu último trabalho, Gabriel Garcia Márquez realiza uma pequena obra prima que aborda uma temática pouco comum em sua extensa e política produção literária. A trama é envolvente: Aos 90 anos, o narrador em primeira pessoa resolve se presentear: dormir com uma ninfeta virgem de 15 anos. Ao ligar para a cafetina, fica ansioso pela resposta, até que depois de muita procura, consegue marcar o seu esperado encontro. O resto é leitura, leitura e muita surpresa. Num estilo deliciosamente poético, acompanhamos sua ansiedade pelo encontro, seu desbafo de vida e ficamos na torcida para que tudo saia como ele planeja. Pode ser a última vez na vida. Mas quando encontra essa garota...............       Fica no ar uma grande suavidade e uma imensa vontade de viver cada minuto de nossa vida. Não podemos terminar nossa trajetória da mesma maneira que o simpático protagonista. Algumas frases são imperdiveis: "Quando minha esperança acabou me refugiei na paz ...

A culpa não deve ser do sol

Em vários momentos da leitura dos contos de Geovani Martins, trechos da canção "Caravanas" de Chico Buarque veio em minha mente. O que temos em mãos são narrativas que recolhem o que há de mais bárbaro e ao mesmo tempo o mais lírico da cidade do Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa é recortada e colocada em cheque em cada viela e becos das histórias narradas. A sensação de abandono e exclusão social nos leva uma reflexão que não é tão fácil assim de se fazer. Como aponta a canção "A culpa deve ser do sol que bate na moleira, o sol". Uma viagem nada sentimental sobre a sociedade brasileira.