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O Leopardo de Marina Colasanti não é delicado



Marina Colasanti é herdeira direta da prosa de Clarice Lispector. Essa inspiração é perceptível nesta obra de contos que seguem uma perspectiva feminista ao olhar determinadas imagens da sociedade brasileira. A discussão em torno das relações de gênero são marcadas por uma posição de antagonismos entre os discursos dos diversos personagens.
Uma marca constante na obra é a apresentação de situações limites entre os personagens que tem como principal problema a solidão e a incapacidade de confiar nos outros. Os finais abertos garante ao leitor uma possibilidade riquíssima de se colocar no lugar dos personagens e através dessa abertura provocar sensações que nos colocam próximos nesse universo denso que é a nossa realidade. Muito bom. *****

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