Pular para o conteúdo principal

O Som Maravilhoso de Amália



Para fugir do espírito carnavalesco que paira no ar, essa noite passarei ao lado de Amália Rodrigues e seu canto arrasador. Nesse dvd gravado ao vivo em uma apresentação no Japão, a cantora desfila elegância e primor ao interpretar um primoroso repertório de fados.
A simpatia de Amália é revelada nas brincadeiras que realiza com a plateia e seus músicos.
Estão no roteiro: Naufrágio, Mi Florero, Gaivota, Mariquinhas (Dar de Beber Á Dor) , Lisboa Antiga, Grito , Tani , Lisboa Não Sejas Francesa , Cheira Bem, Cheira a Lisboa , Don Solidon , Al Mouraria , Gondarén , Uma Casa Portuguesa , Povo Que Lavas no Rio , Coimbra, Barco Negro , Havemos de Ir a Viana entre outras coisas.
Uma noite primorosa. *****

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Memórias de um senhor em busca do amor

Em seu último trabalho, Gabriel Garcia Márquez realiza uma pequena obra prima que aborda uma temática pouco comum em sua extensa e política produção literária. A trama é envolvente: Aos 90 anos, o narrador em primeira pessoa resolve se presentear: dormir com uma ninfeta virgem de 15 anos. Ao ligar para a cafetina, fica ansioso pela resposta, até que depois de muita procura, consegue marcar o seu esperado encontro. O resto é leitura, leitura e muita surpresa. Num estilo deliciosamente poético, acompanhamos sua ansiedade pelo encontro, seu desbafo de vida e ficamos na torcida para que tudo saia como ele planeja. Pode ser a última vez na vida. Mas quando encontra essa garota...............       Fica no ar uma grande suavidade e uma imensa vontade de viver cada minuto de nossa vida. Não podemos terminar nossa trajetória da mesma maneira que o simpático protagonista. Algumas frases são imperdiveis: "Quando minha esperança acabou me refugiei na paz ...

A culpa não deve ser do sol

Em vários momentos da leitura dos contos de Geovani Martins, trechos da canção "Caravanas" de Chico Buarque veio em minha mente. O que temos em mãos são narrativas que recolhem o que há de mais bárbaro e ao mesmo tempo o mais lírico da cidade do Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa é recortada e colocada em cheque em cada viela e becos das histórias narradas. A sensação de abandono e exclusão social nos leva uma reflexão que não é tão fácil assim de se fazer. Como aponta a canção "A culpa deve ser do sol que bate na moleira, o sol". Uma viagem nada sentimental sobre a sociedade brasileira.